segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Segundo dia BFF

O segundo dia foi super tranqüilo. Sem correria, sem estrelismo, foi bem mais leve. Sabem quem apareceu por lá???? Ele mesmo, o deputado eleito pelo estado de São Paulo Clodovil Hernandes, fazendo caras e bocas e super simpático também. Uma figura. Infelizmente não tirei foto porque minha bateria tinha acabado de acabar, mas aqui vai a oficial do site do BFF.

Para minha felicidade vi todos os desfiles e ainda tirei fotos de pessoas estilosas. Confesso que nesse dia foi difícil encontrar alguém legal, mas tirei algumas fotinhas sim =) e postarei mais futuramente.





FERNANDA FERRUGEM

Uma palavra resume o trabalho dessa estilista: raiz. O título Índia Acid nos remete a uma índia cheia de atitude, que está entrando na urbanização sem perder suas características culturais, sem se perder em meio a tantas opções do mundo moderno.

A criatividade comandou o desfile, desde as roupas até a trilha sonora feita pelo DJ Komka, marido da estilista. As cores são fortes e primárias provenientes da selva mesmo. O vermelho urucum, o azul arara, o amarelo e o verde papagaio permeiam as estampas étnicas utilizadas em macacões, casaquetos, e vestidos super influenciados pelos anos 90. Os tecidos foram todos naturais e a maquiagem típica da tribo Kaiapó Gavião do Pará que emprestou seu toque particular a um dos desfiles mais criativos e inovadores do dia, sem deixar de ser trendy, afinal, os volumes estavam lá. A cintura alta estava lá e o colorido do verão também.

Ahhh e sem esquecer do momento família super fora do protocolo no fim do desfile em que os filhos da estilista subiram na passarela, umas gracinhas e, como adoramos crianças aparecidas, morremos de rir.




LÉO ALVES

A proposta dele era simples: trazer do volta os anos 70. O Hippie Chic, as patricinhas da época e uma pitadinha de bom humor ao relembrar a diva do punk Vivienne Westwood. No entanto, acho que tudo ficou meio embolado e ninguém sabia onde uma coisa começava e outra terminava. O hippie chic trazia longos maravilhosos, estampados, a cara do verão brasileiro em que a mulher tem se deixado conquistar pela leveza e o movimento dos vestidos. As patricinhas, creio eu, vieram com as calças de cintura alta e os óculos bárbaros das Óticas brasilienses e o punk eu só percebi quando entrou um rapaz com um jeans manchado e uma coleira de spykes no pescoço. As cores foram as básicas do verão verde, amarelo, vermelho e o super predominante azul.

Não gostei muito da escolha do tecido para as saias longas, se não me engano cetim. Acho que ficaram muito pesadas, e não davam a leveza que a peça – e o verão – pedem.







FERNANDA NEVES

A inspiração desta ex-relações públicas foram as cores da pedra opala que encontrou em uma viagem ao Piauí. Tons de roxo, bege, branco, preto e azul dégradé permearam a coleção super feminina que se baseou no fim dos anos 70 e início dos 80.

As peças feitas em tafetá apresentavam uma mulher jovem sem deixar de lado classe. Macacões, vestidos ora volumosos e ora mais justos ao corpo e calças de cintura alta davam o toque de sofisticação já acentuado pelo tecido mais nobre.

As peças tinham texturas que davam um charme a mais a composição, tudo bem sóbrio que nos leva do trabalho a uma festa apenas com a coordenação de acessórios.





CRIS BARROS

Outra reprise super esperada pelo público de BSB. A coleção – mistura das coleções de verão e resort – trouxa o melhor do romantismo da Cris Barros. Tudo bem mulherzinha, bucólico e fofinho, mas com uma sensualidade tímida de mulher romântica e cheirosa... – eu imaginei o cheiro, sim. Sempre faço isso.

As cores predominantes vieram em tons pastéis que transmitiam calma e serenidade – como o rosa e o azul – e faziam contraste com cores mais vibrantes como o turquesa e o amarelo em alguns pontos.






Nágela Maria

Para fechar o segundo dia o desfile de Nágela começou super animado com a apresentação de um grupo de dança típica do Japão. Esta estilista também comemora o centenário da migração japonesa para o Brasil e fez um encontro entre as roupas inspiradas na cultura nipônica e na cultura brasileira com um pouco de bossa do anos 60. Sua coleção trouxe as cores clichê do estilo: branco, preto, vermelho e para completar o bege. As estampas traziam ideogramas e flores e até luvas marcaram presença no desfile.

Os vestidos foram a peça chave durante todo o desfile e os longos luxuosíssimos de festa adornado com flores e num tom vibrante de vermelho sangue chamaram bastante a atenção do público já encantado com a apresentação do grupo de dança. Tudo bem feminino e misterioso como pede a estação.

Para representar a bossa, rendas adornavam vestidos mais ajustados e transparências deixavam a mostra colos e costas deixando um clima de boudoir.




NEON

O desfile da neon se resume em étnico. Túnicas divinas e acessórios maravilhosos deixaram o fim de noite muito mais colorido e vibrante. Tudo já bem conhecido de todos nós fashionistas de plantão.


Amanhã posto o terceiro dia.

Bjosss

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